POP – Manutenção Preventiva e Calibração de Equipamentos

Procedimento Operacional Padronizado

1. Capa

[NOME DA EMPRESA]

CNPJ: [CNPJ]

Responsável técnico: [NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO]

Cargo/Função: [CARGO]

Data de emissão: [DATA]

Revisão: [NÚMERO DA REVISÃO]

Código do documento: [CÓDIGO INTERNO]

Aprovação: [NOME / ASSINATURA]

Sugestão de paginação: capa e controle; objetivo, campo de aplicação, definições e base legal; responsabilidades e classificação de equipamentos; critérios de manutenção preventiva e de calibração (seções distintas); planejamento e cronograma; intervenções e higienização pós-manutenção; POP sequencial de manutenção preventiva e de calibração; manutenção corretiva, terceirizados e liberação; monitoramento, CAPA, revisão, registros e treinamento; anexos I a VIII; assinaturas.

2. Controle de documento

Controle de documento
Código[CÓDIGO INTERNO]Versão[N]
Data de emissão[DATA]Data de revisão[DATA]
Elaborado por[NOME]
Revisado por[NOME]
Aprovado por[NOME]
Setor[SETOR]Status do documento[Rascunho / Vigente / Obsoleto]

3. Objetivo

Este POP estabelece os critérios e procedimentos para manutenção preventiva, controle de intervenções em equipamentos, higienização pós-manutenção, calibração de instrumentos e equipamentos de medição (quando aplicável), verificação documental e liberação segura para uso dos equipamentos empregados no processo produtivo, com a finalidade de prevenir desvios operacionais, evitar contaminações físicas, químicas e microbiológicas associadas à manutenção e assegurar a segurança dos alimentos e a conformidade sanitária, sem confundir manutenção preventiva com calibração, que constituem atividades distintas com controles próprios quando a medição for crítica ao processo.

4. Campo de aplicação

Este POP aplica-se a equipamentos, instrumentos e dispositivos utilizados direta ou indiretamente nas etapas de recebimento, armazenamento, preparo, processamento, cocção, resfriamento, embalagem, conservação, exposição, transporte interno, monitoramento e controle do processo, incluindo quando aplicável:

5. Definições

TermoDefinição
Manutenção preventivaConjunto de ações planejadas para preservar condições de funcionamento, integridade e desempenho do equipamento, reduzindo falhas antes que ocorram.
Manutenção corretivaIntervenção realizada após falha ou desvio detectado, com controle documentado e higienização quando necessária.
CalibraçãoConjunto de operações que estabelece, sob condições especificadas, a relação entre valores indicados por um instrumento ou sistema de medição e os valores correspondentes obtidos com padrões, com emissão de resultado documentado quando aplicável.
VerificaçãoConferência intermediária de desempenho ou indicação, sem substituir calibração formal quando esta for exigida ao controle crítico.
AjusteModificação de parâmetros do instrumento ou equipamento para aproximar a indicação do valor de referência, registrada e, quando aplicável, seguida de calibração ou verificação.
Instrumento de mediçãoDispositivo destinado a medição, sozinho ou associado a equipamento complementar.
Equipamento críticoEquipamento cujo desempenho ou falha pode impactar diretamente a inocuidade, a composição declarada ou parâmetros críticos do processo.
Equipamento fora de usoEquipamento retirado da operação, identificado e bloqueado até liberação documentada.
BloqueioImpedimento físico ou documental do uso até cumprimento de requisitos de segurança e higiene.
Liberação para usoAutorização formal após verificações de montagem, funcionamento, higienização e status documental.
DesvioResultado fora de critério esperado ou especificação.
Não conformidadeDesvio em relação a requisito do processo, deste POP ou documentação aplicável.
Higienização pós-manutençãoLimpeza e, quando aplicável, sanitização das superfícies e partes afetadas pela intervenção, antes da liberação sanitária.
Rastreabilidade metrológicaCadeia documental que associa medições a referências reconhecidas, quando aplicável à calibração.
Etiqueta de statusIdentificação visual do estado do equipamento ou instrumento (liberado, manutenção, bloqueado, calibração válida/vencida etc.).
MonitoramentoVerificação sistemática do cumprimento de cronogramas, registros e status de calibração.
Ação corretivaMedida para eliminar causa de não conformidade e evitar recorrência.

6. Base legal e referências

7. Responsabilidades

7.1 Direção / gestão

Garantir recursos, aprovar investimentos em manutenção e calibração, cronogramas e contratos com terceiros qualificados.

7.2 Responsável técnico

Validar criticidade, periodicidades e critérios de aceitação metrológica conforme risco do processo e legislação aplicável.

7.3 Supervisor da qualidade / produção

Coordenar paradas programadas, liberações pós-manutenção e interface com operadores.

7.4 Manutenção interna (quando aplicável)

Executar ou supervisionar intervenções, registrar serviços e preservar condições higiênico-sanitárias durante o trabalho.

7.5 Operador do equipamento

Reportar desvios, não operar equipamento bloqueado e colaborar na preparação e testes.

7.6 Conferente ou responsável pela liberação

Verificar checklist de liberação, higienização e status documental antes do retorno à produção.

7.7 Empresa terceirizada de manutenção (quando aplicável)

Executar serviço conforme ordem, normas de segurança alimentar acordadas e entregar documentação cabível.

7.8 Empresa terceirizada de calibração (quando aplicável)

Emitir certificado ou comprovante com resultados e incertezas quando aplicável, com rastreabilidade.

7.9 Responsável pelos registros e arquivo documental

Arquivar ordens de serviço, certificados, checklists e atas conforme política de retenção.

8. Classificação dos equipamentos e instrumentos

O estabelecimento deve classificar seus ativos conforme impacto no processo e necessidade de controle de manutenção e, quando pertinente, de calibração.

8.1 Equipamentos produtivos críticos

Aqueles cuja falha ou desvio afeta diretamente parâmetros críticos (ex.: tempo/temperatura, dosagem).

8.2 Equipamentos auxiliares

Suporte à operação com menor impacto direto sobre inocuidade, mantendo manutenção e verificação conforme avaliação.

8.3 Instrumentos de medição críticos ao processo

Medições que influenciam decisões de liberação de lote, cocção, refrigeração ou parâmetros legais.

8.4 Instrumentos sujeitos à calibração

Quando a incerteza ou o desvio da indicação possa comprometer o controle documentado do processo.

8.5 Equipamentos com manutenção e verificação funcional apenas

Sem necessidade formal de calibração, desde que justificado tecnicamente e registrado.

Equipamento / funçãoCriticidade e controlesManut. prev.? / Calibração?Responsável e observações
Equip.: [ ]
Função: [ ]
[Alta/Média/Baixa]Manut.: [sim/não]
Calib.: [sim/não/NA]
Resp.: [ ]
[ ]
[ ][ ][ ][ ]

9. Critérios gerais de manutenção preventiva

A manutenção preventiva deve ser planejada para preservar desempenho, segurança, higiene, integridade física e confiabilidade operacional. A periodicidade e o escopo adotam-se conforme criticidade do equipamento, recomendação do fabricante, histórico de uso, avaliação de risco, exigência do processo e orientação do responsável técnico, sem frequência única imposta a todos os estabelecimentos.

EquipamentoTipo de manutenção e periodicidadeCritério adotadoResponsável e registro
[ ]Tipo: [ ]
Período: [ ]
[ ]Resp.: [ ]
Reg.: [ ]

10. Critérios gerais de calibração e controle metrológico

A calibração aplica-se aos instrumentos e equipamentos de medição críticos ao controle do processo, quando aplicável; não se confunde com manutenção preventiva. Equipamentos sem função metrológica crítica podem permanecer sob manutenção e verificação funcional, com registro. Periodicidade, critério de aceitação e verificação intermediária definem-se conforme criticidade do equipamento, recomendação do fabricante, histórico de uso, avaliação de risco, exigência do processo e orientação do responsável técnico.

Instrumento / parâmetroNecessidade e periodicidadeCritério de aceitaçãoResponsável e registro
Inst.: [ ]
Parâm.: [ ]
Calib.: [sim/não]
Período: [ ]
[ ]Resp.: [ ]
Reg.: [ ]

11. Planejamento e cronograma

O estabelecimento deve manter programação organizada para manutenção preventiva e, quando aplicável, para calibração, com atualização conforme mudanças de processo ou de parque.

11.1 Critérios para elaboração do cronograma

Criticidade, fabricante, uso, ambiente e requisitos legais aplicáveis ao produto.

11.2 Atualização do cronograma

Revisão após novos equipamentos, mudança de layout ou lições de falhas.

11.3 Tratamento de atrasos

Registro, nova data e avaliação de risco do período sem intervenção programada.

11.4 Priorização de equipamentos críticos

Em caso de conflito de recursos, priorizar ativos de maior impacto sanitário.

11.5 Responsáveis pela programação

[Definir cargo ou setor].

Equipamento / atividadeFrequência e próxima dataResponsável e situaçãoObservações
Equip.: [ ]
Ativ.: [ ]
Freq.: [ ]
Próx.: [ ]
Resp.: [ ]
Sit.: [ ]
[ ]

12. Controle de intervenções e segurança operacional

Qualquer intervenção deve observar: retirada de operação quando necessário; identificação visual de «em manutenção»; bloqueio contra uso indevido; retirada de produto e embalagem da área quando aplicável; prevenção de contaminação por peças, lubrificantes, ferramentas e resíduos; controle de partes removidas; inspeção da área após o serviço; conferência de montagem e funcionamento.

13. Higienização após manutenção

Em atendimento à RDC ANVISA nº 275/2002, este POP discrimina a higienização adotada após a manutenção dos equipamentos, preservando a segurança do alimento.

13.1 Situações que exigem higienização pós-manutenção

Intervenção em superfície de contato ou adjacência com zona de manipulação aberta; geração de poeira, cavacos ou resíduos; abertura de blindagens internas.

13.2 Proteção do alimento durante a intervenção

Desvio de fluxo, cobertura ou parada de linha conforme plano.

13.3 Remoção de resíduos de manutenção

Varridos, aspirados ou coletados sem dispersão sobre produto.

13.4 Limpeza e higienização da superfície e partes afetadas

Sequência compatível com POP de higienização de equipamentos.

13.5 Produto utilizado e compatibilidade

Detergente e saneante conforme FISPQ e superfície.

13.6 Enxágue, quando aplicável

Conforme produto e fabricante.

13.7 Inspeção final

Inspeção visual e, quando aplicável, verificação microbiológica ou ATP conforme política interna.

13.8 Liberação sanitária do equipamento

Assinatura do responsável designado após critérios atendidos.

Equipamento / superfícieMétodo e produtoDiluição / tempo / enxágueResponsável e observações
[ ]Método: [ ]
Produto: [ ]
Diluição: [ ]
Tempo: [ ]
Enxágue: [ ]
Resp.: [ ]
[ ]

14. Procedimento operacional padronizado – manutenção preventiva

14.1 Planejamento da atividade

  1. Consultar cronograma e ordem de serviço interna.
  2. Definir executor e comunicar setores afetados.
  3. Separar ferramentas, peças de reposição compatíveis e EPIs.
  4. Avaliar impacto na produção e agendar parada.

14.2 Preparação do equipamento

  1. Desligamento seguro e bloqueio energético quando exigido (LOTO, se adotado).
  2. Retirar produto e identificar equipamento em manutenção.
  3. Registrar condições iniciais.

14.3 Execução da manutenção

  1. Inspeção técnica; substituição ou ajuste de componentes.
  2. Lubrificação apenas com produtos permitidos em área alimentar ou fora de zona crítica conforme avaliação.
  3. Reaperto, regulagem e teste funcional sem carga alimentar até liberação.

14.4 Higienização pós-manutenção

  1. Remover resíduos técnicos; executar sequência da seção 13.

14.5 Liberação do equipamento

  1. Conferir montagem, teste funcional e segurança; atualizar status e registros.
  2. Autorizar retorno à operação conforme seção 18.

15. Procedimento operacional padronizado – calibração

Fluxo aplicável quando o instrumento estiver sujeito a calibração formal conforme seção 10.

15.1 Identificação dos instrumentos sujeitos à calibração

Lista mestra atualizada e código único.

15.2 Verificação do vencimento e status

Consulta ao controle antes do uso em decisão crítica.

15.3 Retirada do instrumento de uso quando necessário

Bloqueio e etiqueta quando vencido ou com indício de desvio.

15.4 Envio à calibração interna ou externa

Transporte que preserve integridade do instrumento.

15.5 Recebimento do certificado ou comprovante

Conferência de dados, data, resultados e incertezas quando informadas.

15.6 Avaliação do resultado

Comparação com tolerância interna; aprovação ou reprovação documentada.

15.7 Etiquetagem e atualização do status

Registro no sistema e etiqueta física quando utilizada.

15.8 Tratamento de instrumento reprovado ou fora de tolerância

Bloqueio, ajuste ou substituição; avaliação de impacto.

15.9 Avaliação de impacto sobre medições já realizadas

Quando aplicável, revisão de registros de processo no período de suspeita.

16. Manutenção corretiva e interface com o POP

A manutenção corretiva deve ser controlada de forma compatível com a segurança dos alimentos: abertura de ocorrência; retirada imediata de uso se o risco não for tolerável; avaliação de risco sanitário; inspeção de danos; controle de contaminação; higienização pós-serviço; critérios de retorno à operação; registro da ocorrência e da ação.

17. Controle documental de serviços terceirizados

Quando manutenção ou calibração forem terceirizadas, manter: identificação da empresa; data; equipamento atendido; tipo de serviço; resultado ou conclusão; responsável técnico ou executor quando informado; certificado, laudo, comprovante ou ordem de serviço; evidência de conferência interna do documento recebido.

18. Critérios de liberação para uso

Nenhum equipamento retorna à operação sem verificação mínima de: integridade física; montagem correta; funcionamento adequado; ausência de resíduos de manutenção; higienização realizada quando aplicável; status documental atualizado; aprovação do responsável designado.

EquipamentoItem de liberaçãoCritério e verificado porData e observações
[ ][ ]Critério: [ ]
Por: [ ]
Data: [ ]
[ ]

19. Cuidados e restrições

20. Monitoramento

Verificação do cronograma; conferência de registros; inspeções visuais; status de calibração; revisão de certificados e ordens de serviço; análise de falhas recorrentes; higienização pós-manutenção; rastreabilidade das liberações.

Item monitoradoMétodo e frequênciaResponsável e critérioRegistro associado
[ ][ ][ ][ ]

21. Ações corretivas

22. Verificação e revisão do POP

Auditorias internas; revisão periódica; reavaliação após mudança de equipamento ou processo, falha recorrente, desvio metrológico relevante, mudança de prestador terceirizado ou ocorrência sanitária; integração com BPF e POPs de higienização.

23. Registros

Nome do registroCódigo e responsávelFrequência e arquivoRetenção
Plano mestre de manutençãoCód.: [ ]
Resp.: [ ]
Atualização contínua
Local: [ ]
[ ]
Registro de manutenção preventivaCód.: [ ]Por evento[ ]
Controle de calibraçãoCód.: [ ]Contínuo[ ]
Checklist de liberação pós-manutençãoCód.: [ ]Por evento[ ]
Ordens de serviço / certificados terceirosCód.: [ ]Por evento[ ]
NC e CAPACód.: [ ]Sob NC[ ]

24. Treinamento

Operação segura; identificação de desvios; solicitação de manutenção; bloqueio e liberação; higienização pós-manutenção; calibração e leitura de status; registros; interface com terceiros.

TemaPúblico e periodicidadeResponsável e comprovaçãoObservações
[ ][ ][ ][ ]

25. Anexos

Anexo I – Plano mestre de manutenção preventiva

Equipamento e códigoSetor e atividadeFrequência e próxima execuçãoResponsável e observações
Equip.: [ ]
Cód.: [ ]
Setor: [ ]
Ativ.: [ ]
Freq.: [ ]
Próx.: [ ]
Resp.: [ ]
[ ]

Anexo II – Registro de manutenção preventiva

Data e equipamentoServiço e peçasExecutado por e situaçãoHigienização e observações
Data: [ ]
Equip.: [ ]
Serviço: [ ]
Peças: [ ]
Por: [ ]
Sit.: [ ]
Hig.: [sim/não]
[ ]

Anexo III – Controle de calibração

Instrumento / códigoParâmetro e datasValidade / situaçãoResponsável e observações
Inst.: [ ]
Cód.: [ ]
Parâm.: [ ]
Última: [ ]
Próx.: [ ]
Sit.: [ ]
Resp.: [ ]
[ ]

Anexo IV – Checklist de liberação pós-manutenção

Data e equipamentoMontagem e funcionamentoHigienização e liberaçãoResponsável e observações
Data: [ ]
Equip.: [ ]
Mont.: [ ]
Func.: [ ]
Hig.: [ ]
Liberado: [ ]
Resp.: [ ]
[ ]

Anexo V – Registro de não conformidade e ação corretiva

Data e NCEquipamento e ação imediataAção corretiva e responsávelPrazo e status
Data: [ ]
NC: [ ]
Equip.: [ ]
Imed.: [ ]
Corr.: [ ]
Resp.: [ ]
Prazo: [ ]
Status: [ ]

Anexo VI – Controle de serviços terceirizados

Data e empresaEquipamento e tipo de serviçoDocumento e resultadoConferido por e observações
Data: [ ]
Empresa: [ ]
Equip.: [ ]
Tipo: [ ]
Doc.: [ ]
Result.: [ ]
Por: [ ]
[ ]

Anexo VII – Modelo de etiqueta / status

Equipamento / instrumento[ ]
Código[ ]
Status[LIBERADO / EM MANUTENÇÃO / BLOQUEADO / CALIBRAÇÃO VÁLIDA / CALIBRAÇÃO VENCIDA]
Data[ ]
Responsável[ ]
Observações[ ]

Anexo VIII – Solicitação de manutenção

Data, setor e equipamentoDescrição e prioridadeSolicitante e encaminhamentoObservações
Data: [ ]
Setor: [ ]
Equip.: [ ]
Descr.: [ ]
Prio.: [ ]
Solic.: [ ]
Encam.: [ ]
[ ]

26. Rodapé final (assinaturas)

FunçãoNomeAssinaturaData
Elaborado por[NOME][DATA]
Revisado por[NOME][DATA]
Aprovado por[NOME][DATA]

Documento para uso no site RótuloConforme. Base normativa citada: RDC ANVISA nº 275/2002 e RDC ANVISA nº 216/2004, quando aplicável ao segmento. Manuais de fabricante e legislação específica de produto ou fiscalização competente devem ser observados pela empresa.