POP – Controle Integrado de Vetores e Pragas Urbanas

Procedimento Operacional Padronizado

1. Capa

[NOME DA EMPRESA]

CNPJ: [CNPJ]

Responsável técnico: [NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO]

Cargo/Função: [CARGO]

Data de emissão: [DATA]

Revisão: [NÚMERO DA REVISÃO]

Código do documento: [CÓDIGO INTERNO]

Aprovação: [NOME / ASSINATURA]

Sugestão de paginação: capa e controle de documento; objetivo, campo de aplicação, definições e base legal; classificação de pragas; medidas preventivas e tabelas; monitoramento, dispositivos e POP sequencial; controle químico e terceirização; cuidados, monitoramento do POP, ações corretivas, verificação, registros e treinamento; anexos I a VI; rodapé de assinaturas.

2. Controle de documento

Controle de documento
Código [CÓDIGO INTERNO] Versão [N]
Data de emissão [DATA] Data de revisão [DATA]
Elaborado por [NOME]
Revisado por [NOME]
Aprovado por [NOME]
Setor [SETOR] Status do documento [Rascunho / Vigente / Obsoleto]

3. Objetivo

Este Procedimento Operacional Padronizado estabelece os procedimentos de prevenção, monitoramento, controle e ação corretiva relacionados a vetores e pragas urbanas no âmbito do estabelecimento [NOME DA EMPRESA], com a finalidade de preservar as condições higiênico-sanitárias, impedir a atração, o abrigo, o acesso e a proliferação de pragas, prevenir contaminações físicas, químicas e biológicas associadas à presença de vetores e insetos/organismos indesejados, e assegurar a inocuidade e a adequação sanitária dos alimentos manipulados, armazenados e comercializados, em conformidade com as boas práticas e com a legislação sanitária federal aplicável ao segmento de atuação da empresa.

4. Campo de aplicação

O presente POP aplica-se a todas as áreas internas e externas do estabelecimento que possam influenciar, direta ou indiretamente, a segurança dos alimentos, incluindo, sem caráter exaustivo:

Abrange colaboradores próprios e, quando couber, prestadores de serviço, terceirizados e empresa especializada contratada para monitoramento ou controle químico, conforme política interna e documentação formalizada.

5. Definições

TermoDefinição
VetoresSeres vivos, em especial artrópodes e roedores, capazes de transportar mecanicamente ou biologicamente agentes contaminantes até alimentos, superfícies, embalagens ou equipamentos, ou de indicar falhas nas barreiras sanitárias do estabelecimento.
Pragas urbanasOrganismos considerados indesejáveis em ambiente urbano e alimentar (insetos, roedores, aves sinantrópicas e outros), em condições de infestação ou presença recorrente, com potencial de comprometer a higiene, a estrutura ou a segurança dos alimentos.
Controle integrado de vetores e pragas urbanasConjunto ordenado de medidas preventivas, de monitoramento, físicas, operacionais e, quando aplicável, químicas ou biológicas, planejadas de forma compatível com o risco da operação, com vistas à redução sustentada da presença de pragas sem substituir as boas práticas de higiene e manutenção.
Medida preventivaAção planejada para reduzir probabilidade de atração, abrigo, acesso ou proliferação de pragas antes que ocorra dano sanitário relevante.
Medida corretivaAção executada após detecção de evidência de praga, de falha estrutural ou operacional, ou de não conformidade, com o objetivo de eliminar ou reduzir causas e efeitos e evitar recorrência.
Ação corretivaMedida planejada e registrada para tratar a causa raiz de uma não conformidade relacionada a vetores ou pragas e impedir recorrência, em articulação com o sistema de gestão da empresa.
MonitoramentoConjunto de inspeções, verificações programadas, conferência de dispositivos e análise de registros para detectar tendências, evidências ou falhas no sistema de controle.
InfestaçãoSituação em que há presença estabelecida ou reprodução de pragas em nível que exige intervenção documentada, segregação de produtos ou áreas quando aplicável, e medidas corretivas proporcionais ao risco.
Evidência de infestaçãoIndício objetivo de presença ou atividade de pragas, tais como insetos vivos ou mortos em número relevante, fezes, ovos, ootecas, ninhos, trilhas, roeduras, odores característicos, danos em embalagens ou estruturas, ou capturas sucessivas em dispositivos de monitoramento, conforme critério interno.
Barreira físicaElemento construtivo ou dispositivo que dificulta entrada ou circulação de pragas (portas autoajustáveis, redes, telas, vedadores, cortinas de ar, tamponamentos, entre outros).
Armadilha / porta-isca / dispositivo de monitoramentoEquipamento instalado para detecção, monitoramento ou captura, com identificação e localização registradas, sem substituir inspeção visual nem higienização.
Controle químicoUso de produtos saneantes desinfestantes ou outras soluções químicas admitidas na legislação sanitária aplicável, em condições técnicas seguras, como complemento às medidas não químicas, quando necessário e conforme orientação profissional competente.
Empresa especializadaPessoa jurídica contratada para execução de serviços de monitoramento, desinsetização, desratização ou controle de outras pragas, observadas a regularização sanitária e as exigências aplicáveis à atividade, quando couber.
Não conformidadeDesvio em relação a este POP, ao Manual de Boas Práticas ou a requisito sanitário aplicável, com necessidade de registro e ação corretiva.

6. Base legal e referências

Exigências de fiscalização sanitária estadual, distrital ou municipal, bem como normas de segurança e saúde no trabalho e de meio ambiente, devem ser observadas quando aplicáveis, sem prejuízo do cumprimento deste POP.

7. Responsabilidades

7.1 Direção / gestão

Garantir recursos para manutenção predial, limpeza, aquisição de dispositivos de monitoramento quando adotados, contratação de empresa especializada quando definido; aprovar revisões do POP; assegurar cumprimento das inspeções e do arquivamento documental.

7.2 Responsável técnico

Orientar sobre critérios de aceitação de áreas e produtos após ocorrências; participar da avaliação de risco e da definição de frequências de inspeção e de acionamento de controle químico; integrar o POP ao sistema de boas práticas; apoiar análise de causa raiz em eventos relevantes.

7.3 Supervisor da produção / qualidade

Planejar e fiscalizar execução das rotinas preventivas; coordenar registros; verificar integridade de barreiras físicas; comunicar ocorrências; autorizar ou recomendar bloqueio de áreas quando necessário; acompanhar ações corretivas até encerramento documentado.

7.4 Equipe operacional / colaboradores

Executar limpeza e organização conforme procedimentos; inspecionar visualmente as áreas de trabalho; comunicar imediatamente evidências de pragas; proteger alimentos e embalagens durante ocorrências; cooperar com inspeções e treinamentos.

7.5 Manutenção predial / equipamentos

Corrigir frestas, portas, janelas, ralos, infiltrações, vedações e demais falhas estruturais identificadas; manter drenos e exaustões em condições adequadas; registrar serviços executados quando aplicável.

7.6 Limpeza / higienização

Remover resíduos e eliminar atrativos de alimento e umidade; higienizar superfícies e utensílios; manter corredores e depósitos organizados; reportar acúmulos de poeira, matéria orgânica ou materiais inservíveis.

7.7 Empresa terceirizada especializada, quando aplicável

Executar serviços contratados conforme proposta técnica e legislação aplicável; fornecer documentação do serviço; orientar sobre restrições de acesso e períodos de reentrada quando houver aplicação de produtos; informar produtos ou grupos químicos utilizados na medida em que constem do comprovante técnico, sem substituir o controle interno do estabelecimento.

8. Classificação das principais pragas de interesse sanitário

As informações abaixo subsidiam treinamento e inspeção. A identificação taxonômica precisa, quando necessária, deve ser confirmada por profissional habilitado ou pela empresa especializada.

8.1 Baratas (Blattodea)

Risco sanitário: contaminação mecânica de alimentos e superfícies; associação a ambientes com matéria orgânica acumulada e falhas de vedação.

Evidências comuns: exemplares vivos ou mortos, ootecas, fezes escuras pontiformes, odor característico em infestações mais intensas.

Áreas críticas: cozinhas, depósitos secos, áreas de resíduos, frestas junto a equipamentos e tubulações, sanitários.

8.2 Formigas (Hymenoptera)

Risco sanitário: contaminação direta de alimentos expostos; indício de trilhas de acesso e de atrativos não controlados.

Evidências comuns: linhas de deslocamento, ninhos em frestas, presença em docas e áreas de açúcar e farináceos.

Áreas críticas: pré-preparo, estoque seco, docas, áreas externas com vegetação ou entulho encostado à edificação.

8.3 Moscas (Diptera)

Risco sanitário: vetor mecânico relevante; contato com fezes, resíduos e alimentos expostos.

Evidências comuns: adultos em áreas de manipulação, pupários, larvas em resíduos úmidos, entradas sem proteção.

Áreas críticas: recebimento, resíduos, áreas de preparo com portas abertas, ausência de telas ou cortinas de ar defeituosas.

8.4 Mosquitos (Diptera)

Risco sanitário: incômodo operacional; focos de água parada indicam falha em drenagem e limpeza, com impacto indireto na higiene do entorno.

Evidências comuns: larvas em ralos entupidos, bandejas, vasos, equipamentos com água acumulada, caixas d’água sem manutenção (quando sob gestão do estabelecimento).

Áreas críticas: externos, câmaras frias com drenos, áreas de lavagem, depósitos molhados.

8.5 Roedores (mamíferos roedores)

Risco sanitário: contaminação fecal e urinária; roedura de embalagens e fiação; presença indica falhas estruturais ou de manejo de resíduos.

Evidências comuns: fezes, urina fluorescente sob luz adequada, trilhas, roeduras, ninhos, odor, ruídos em forros.

Áreas críticas: docas, depósitos, fundos falso de equipamentos, forros, áreas de resíduos, entorno com entulho.

8.6 Pombos e outras aves sinantrópicas

Risco sanitário: fezes em áreas externas próximas a entradas de ar e produtos; contaminação de equipamentos e superfícies.

Evidências comuns: acúmulo de excretas, penas, ninhos em beirais e marquises.

Áreas críticas: fachadas, docas abertas, áreas de extração de ar de cozinhas, telhados com acesso a dutos.

8.7 Traças e mariposas de produtos armazenados (Lepidoptera)

Risco sanitário: contaminação e perdas em matérias secas, grãos, farináceos, chocolates e similares.

Evidências comuns: adultos voando ao entardecer, lagartas, teias, grãos com furos ou excrementos.

Áreas críticas: estoque seco, área de embalagens abertas, silos ou big bags quando aplicável.

8.8 Besouros e outros insetos de estoque (Coleoptera e correlatos)

Risco sanitário: deterioração de matérias-primas; presença indica rotação deficiente ou entrada de pragas com matéria-prima.

Evidências comuns: insetos vivos em sacarias, exoesqueletos, odor fermentado em lotes comprometidos.

Áreas críticas: recebimento sem inspeção, paletização junto a paredes, lotes vencidos ou abertos.

8.9 Outras pragas de estoque

Risco sanitário: variável conforme espécie; pode incluir ácaros e outros artrópodes em ambientes com umidade e poeira inadequadas.

Evidências comuns: conforme inspeção especializada ou análise de amostra.

Áreas críticas: estoques mal ventilados, limpeza insuficiente de silos e caixas retornáveis, quando aplicável.

9. Medidas preventivas estruturais e operacionais

9.1 Estrutura física

Manter portas ajustadas com fechamento automático ou controle de permanência aberta apenas quando operacionalmente necessário e supervisionado; janelas e aberturas protegidas por telas milimétricas ou equivalentes quando o risco de entrada de insetos for relevante; vedação de frestas, ralos, passagens de tubulação, dutos e vãos; integridade de pisos, paredes, forros e rodapés; conservação de cortinas de ar e demais barreiras; drenagem adequada; eliminação de infiltrações, umidade excessiva e acúmulo de água que favoreçam vetores e insetos.

9.2 Organização e limpeza

Remoção frequente de resíduos; higienização de superfícies e equipamentos; eliminação de restos de alimentos, borras e poeira; organização de depósitos com afastamento de produtos do piso e das paredes conforme boas práticas; manutenção de embalagens íntegras; controle de materiais inservíveis e de obsoletos.

9.3 Armazenamento e recebimento

Inspeção de matérias-primas, embalagens e insumos à entrada; recusa documentada de lotes com sinais de infestação; segregação de itens suspeitos; controle de estoque com rotação e rastreio de lotes; critérios de empilhamento e limpeza periódica de prateleiras.

9.4 Área externa e resíduos

Limpeza do entorno sob responsabilidade do estabelecimento; recipientes de resíduos tampados; área de lixo organizada e lavável; ausência de entulho, vegetação não mantida e materiais acumulados que constituam abrigo ou fonte de alimento; drenagem funcional de pátios.

Medida preventiva Área de aplicação Objetivo sanitário Frequência, responsável e observações
Vedação de frestas e passagens de tubulaçãoToda edificaçãoReduzir abrigo e acesso de insetos e roedoresFrequência: Conforme avaliação de risco, histórico de ocorrências, características estruturais, orientação do responsável técnico e cronograma do estabelecimento
Resp.: [cargo]
Obs.: Registrar serviços de manutenção
Inspeção de telas e portas de acessoEntradas, cozinha, docasBarreira física a vetoresFrequência: Idem
Resp.: [cargo]
Obs.: Incluir checklist de barreiras (Anexo VI)
Descarte adequado de resíduos e lavagem de recipientesResíduos e pré-preparoRemover atrativosFrequência: Idem
Resp.: [cargo]
Obs.: Definir por turno ou dia conforme volume
Varredura e remoção de matéria orgânicaPisos e zonas de derramamentoReduzir alimento para pragasFrequência: Idem
Resp.: [cargo]
Obs.: Reforçar após produção intensa
Inspeção de paletes e embalagens no recebimentoDoca / recebimentoEvitar entrada de pragas com cargaFrequência: Cada recebimento ou amostragem definida internamente
Resp.: [cargo]
Obs.: Protocolo de recusa [código]
Rotação e inventário de estoque secoDepósitoPrevenir pragas de estoqueFrequência: Idem
Resp.: [cargo]
Obs.: PEPS / FEFO conforme política
Eliminação de água parada e limpeza de ralosÁreas molhadas e externasReduzir criadouros e umidadeFrequência: Idem
Resp.: [cargo]
Obs.: Integrar à limpeza de pisos

10. Monitoramento e inspeção

O estabelecimento deve manter sistema de monitoramento compatível com seu porte e risco, combinando inspeção visual, verificação de barreiras, análise de registros e, quando adotado, leitura de dispositivos. A frequência das inspeções deve ser definida conforme avaliação de risco, histórico de ocorrências, características estruturais, orientação do responsável técnico e cronograma do estabelecimento, sem impor periodicidade única obrigatória por este documento.

10.1 O que deve ser inspecionado

10.2 Sinais de infestação

Fezes, urina, ovos, ootecas, ninhos, trilhas, roeduras, odores, insetos vivos ou mortos em número ou recorrência que caracterize evidência segundo critério interno, danos em alimentos ou embalagens, capturas em armadilhas em sequência temporal relevante.

10.3 Pontos críticos de atenção

Docas abertas, lixeiras sem tampa, goteiras, equipamentos com restos de alimento, depósitos mal ventilados, junções parede-piso danificadas, áreas com histórico de ocorrência registrado.

10.4 Frequência das inspeções

Definir em plano interno ou manual de boas práticas, considerando sazonalidade, vizinhança, tipo de operação (produção contínua, eventos, safras) e recomendações do responsável técnico, revendo após cada evento significativo.

10.5 Responsáveis pelo monitoramento

[cargo ou nome] na rotina diária; [cargo] na inspeção ampliada; responsável técnico ou empresa especializada quando contratada para leitura técnica complementar, sem transferir a responsabilidade sanitária do estabelecimento.

Área / ponto crítico Item verificado Evidência e situação Ação imediata, responsável e data
[ ][ ]Evidência: [ ]
Situação: [conforme / não conforme]
Ação: [ ]
Resp.: [ ]
Data: [ ]
[ ][ ]Evidência: [ ]
Situação: [ ]
Ação: [ ]
Resp.: [ ]
Data: [ ]

11. Dispositivos de monitoramento e mapeamento

Quando adotados dispositivos (armadilhas luminosas, porta-iscas, estações de monitoramento para roedores ou outros), o estabelecimento deve manter identificação e numeração dos pontos, mapa de localização atualizado, registros datados de inspeção, verificação de integridade e rastreabilidade. A revisão do posicionamento deve ocorrer após mudança de layout, reforma, nova linha de produção, ocorrência relevante ou orientação técnica.

Código e tipo de dispositivo Localização Finalidade e frequência de verificação Responsável e observações
Código: [P-01]
Tipo: [ ]
[ ]Finalidade: Monitoramento / captura
Frequência: Conforme avaliação de risco, histórico de ocorrências, características estruturais, orientação do responsável técnico e cronograma do estabelecimento
Resp.: [ ]
Obs.: [ ]
Código: [ ]
Tipo: [ ]
[ ]Finalidade: [ ]
Frequência: [ ]
Resp.: [ ]
Obs.: [ ]

12. Procedimento operacional padronizado

12.1 Rotina preventiva diária

  1. Realizar inspeção visual inicial das áreas de responsabilidade ao início da atividade.
  2. Verificar limpeza e organização; retirar resíduos e reforçar higienização quando necessário.
  3. Conferir resíduos e recipientes (tampas, transbordamento, horários de coleta).
  4. Verificar portas, ralos, telas, vedações e pontos de acesso em percurso definido internamente.
  5. Observar sinais de infestação; se evidência, seguir item 12.3.
  6. Registrar anormalidades no formulário adotado (Anexo I ou sistema equivalente).

12.2 Rotina preventiva periódica

  1. Executar inspeções estruturais detalhadas (forros, fundos falso, docas, depósitos).
  2. Revisar áreas externas sob gestão do estabelecimento.
  3. Conferir pontos de monitoramento e atualizar mapa se houver alteração física.
  4. Analisar histórico de ocorrências e tendências em registros.
  5. Programar ações preventivas adicionais (manutenção, treinamento, reforço de limpeza).

12.3 Ação diante de evidência de praga

  1. Identificar e registrar data, área, tipo de evidência e testemunhas operacionais.
  2. Proteger matérias-primas, produtos acabados e embalagens suscetíveis de contaminação; segregar quando necessário.
  3. Comunicar imediatamente supervisor e responsável técnico conforme fluxo interno.
  4. Avaliar extensão da ocorrência e risco à inocuidade.
  5. Executar medidas corretivas iniciais: limpeza reforçada, vedação emergencial, bloqueio parcial de acesso a pragas.
  6. Analisar causa provável (atrativo, abrigo, falha estrutural, falha operacional).
  7. Acionar empresa especializada quando previsto no plano de controle ou quando o risco assim exigir.
  8. Somente após avaliação, liberar área conforme item 12.4.

12.4 Liberação da área após ação corretiva

  1. Realizar inspeção de verificação documentada.
  2. Confirmar ausência de sinais ativos relevantes segundo critério interno ou orientação técnica.
  3. Avaliar condições sanitárias de superfícies e equipamentos em contato com alimento.
  4. Registrar liberação com nome, data e conclusão.
  5. Definir acompanhamento posterior (inspeções extras, dispositivos, treinamento).

13. Controle químico, quando aplicável

O controle químico não substitui medidas preventivas estruturais e operacionais. Sua adoção deve observar a legislação sanitária aplicável e ser planejada de modo a evitar contaminação de alimentos, embalagens, superfícies de contato e equipamentos. Quando terceirizado, o serviço deve ser executado por empresa especializada atendendo às exigências de regularização sanitária quando exigido, sem caracterizar vínculo contratual específico neste POP. O estabelecimento arquiva comprovante ou certificado com informações compatíveis com a legislação e com a documentação fornecida pelo prestador.

Produtos saneantes desinfestantes devem estar em conformidade com a regulamentação sanitária vigente para a finalidade de uso, com registro ou situação legal aplicável conforme o caso, e utilizados segundo orientação do fabricante e do profissional responsável pela aplicação.

13.1 Critérios para acionamento do controle químico

Presença de evidência de infestação que não se resolve apenas com medidas físicas e operacionais; recomendação do responsável técnico; resultado de monitoramento que indique tendência crescente; condição imposta por auditoria ou avaliação de risco, sempre documentada.

13.2 Cuidados antes da aplicação

Proteger ou retirar alimentos expostos; cobrir equipamentos de contato direto; fechar envoltórios; comunicar equipe; verificar ventilação e restrições de acesso; delimitar área; conferir ficha de segurança e documento do prestador quando disponibilizados.

13.3 Cuidados durante a aplicação

Garantir que apenas pessoas autorizadas permaneçam na área; seguir instruções do aplicador e do estabelecimento; impedir reentrada não autorizada; evitar contaminação cruzada por equipamentos de aplicação.

13.4 Cuidados após a aplicação

Respeitar tempo de reentrada informado no documento do serviço; realizar higienização de superfícies de contato com alimento quando previsto no plano aprovado; inspecionar visualmente antes do retorno à operação.

13.5 Liberação segura da área

Checklist documentado assinado por responsável interno; confirmação de ausência de resíduos visíveis incompatíveis com retomada; registro em arquivo de serviços terceirizados.

14. Controle documental de serviços terceirizados

Quando houver empresa contratada, o estabelecimento deve manter arquivo com informações compatíveis com os documentos efetivamente emitidos, incluindo, quando constarem:

15. Cuidados e restrições

16. Monitoramento do cumprimento deste POP

A gestão deve verificar periodicamente a efetividade do sistema mediante: inspeções amostrais ou programadas; análise de registros e checklists; conferência de evidências fotográficas ou notas de ocorrência; auditoria interna contra este POP; avaliação de reincidências; conferência de certificados de terceiros. A profundidade e a frequência seguem avaliação de risco, histórico de ocorrências, características estruturais, orientação do responsável técnico e cronograma do estabelecimento.

17. Ações corretivas

Exemplos de ações corretivas (não exaustivos): reforço imediato da limpeza e higienização; descarte ou segregação de materiais contaminados ou suspeitos conforme política de qualidade; vedação de acessos; correção estrutural; reorganização de armazenamento; intensificação do monitoramento; acionamento da empresa especializada; bloqueio temporário da área; abertura de registro de não conformidade; revisão deste POP e treinamento complementar.

18. Verificação e revisão do POP

Promover auditorias internas periódicas; analisar tendência de ocorrências em registros; revisar o procedimento em ciclo definido internamente ou após mudança estrutural, alteração de processo ou layout, aumento de incidência, não conformidade grave ou determinação sanitária; manter alinhamento com o Manual de Boas Práticas.

19. Registros

Nome do registro Código e responsável Frequência Arquivamento e retenção
Checklist de inspeção preventiva (Anexo I)Código: [ ]
Resp.: [cargo]
Conforme plano internoArquivamento: [local]
Retenção: [anos]
Registro de ocorrência (Anexo II)Código: [ ]
Resp.: [cargo]
Sob demandaArquivamento: [local]
Retenção: [anos]
Mapa de pontos de monitoramento (Anexo III)Código: [ ]
Resp.: [cargo]
Atualização quando houver mudançaArquivamento: [local]
Retenção: [anos]
Controle de serviços terceirizados (Anexo IV)Código: [ ]
Resp.: [cargo]
A cada serviçoArquivamento: [local]
Retenção: [anos]
Plano de ação corretiva (Anexo V)Código: [ ]
Resp.: [cargo]
Sob demandaArquivamento: [local]
Retenção: [anos]
Checklist de barreiras físicas (Anexo VI)Código: [ ]
Resp.: [cargo]
Conforme plano internoArquivamento: [local]
Retenção: [anos]

20. Treinamento

Os colaboradores envolvidos devem receber orientação documentada sobre: prevenção de atração e abrigo de pragas; identificação de sinais de infestação; comunicação imediata de ocorrências; manejo correto de resíduos; organização e limpeza; condutas diárias de inspeção visual; interface segura com empresa terceirizada quando aplicável.

Tema Público-alvo e periodicidade Responsável e comprovação Observações
Prevenção e sinais de pragas urbanasPúblico: Manipuladores e apoio
Periodicidade: Conforme avaliação de risco, histórico de ocorrências, características estruturais, orientação do responsável técnico e cronograma do estabelecimento
Resp.: [cargo]
Comprovação: Lista de presença / registro em plataforma
Incluir reciclagem após ocorrência relevante
Manejo de resíduos e área externaPúblico: Equipe de limpeza
Periodicidade: Idem
Resp.: [cargo]
Comprovação: [ ]
[ ]
Interface com empresa especializadaPúblico: Supervisores
Periodicidade: Idem
Resp.: [cargo]
Comprovação: [ ]
Quando houver contrato

21. Anexos

Anexo I – Checklist de inspeção preventiva de vetores e pragas urbanas

Data e área Item e evidência Descrição e ação imediata Responsável e verificação
Data: [ ]
Área: [ ]
Item: [ ]
Evidência? [sim / não]
Descrição: [ ]
Ação: [ ]
Resp.: [ ]
Verificação: [ ]

Anexo II – Registro de ocorrência de vetores e pragas urbanas

Data e área Praga/vetor e evidência Produto/lote afetado e medida Responsável e status
Data: [ ]
Área: [ ]
Praga/vetor: [ ]
Evidência: [ ]
Afetado: [ ]
Medida imediata: [ ]
Resp.: [ ]
Status: [aberto / encerrado]

Anexo III – Mapa de pontos de monitoramento

Código e localização Tipo de dispositivo e objetivo Instalação e frequência Responsável e observações
Código: [ ]
Local: [ ]
Tipo: [ ]
Objetivo: [ ]
Instalação: [ ]
Frequência: [ ]
Resp.: [ ]
Obs.: [ ]

Anexo IV – Controle de serviços terceirizados de pragas

Data e empresa Resp. técnico, licença e praga-alvo Área tratada e produto informado Documento e observações
Data: [ ]
Empresa: [ ]
Resp. técnico: [ ]
Licença: [ ]
Praga-alvo: [ ]
Área: [ ]
Produto/grupo: [ ]
Documento recebido? [sim / não]
Obs.: [ ]

Anexo V – Plano de ação corretiva

Data e não conformidade Causa provável Ação imediata e corretiva Responsável, prazo e status
Data: [ ]
NC: [ ]
[ ]Imediata: [ ]
Corretiva: [ ]
Resp.: [ ]
Prazo: [ ]
Status: [ ]

Anexo VI – Checklist de barreiras físicas e condições estruturais

Data e área Portas, janelas/telas e ralos Frestas/vedações e umidade Situação, responsável e observações
Data: [ ]
Área: [ ]
Portas: [ ]
Janelas/telas: [ ]
Ralos: [ ]
Frestas/vedações: [ ]
Umidade/infiltração: [ ]
Situação: [conforme / não conforme]
Resp.: [ ]
Obs.: [ ]

22. Rodapé final (assinaturas)

FunçãoNomeAssinaturaData
Elaborado por[NOME][DATA]
Revisado por[NOME][DATA]
Aprovado por[NOME][DATA]

Documento para uso no site RótuloConforme. Base normativa citada: RDC ANVISA nº 216/2004, RDC ANVISA nº 275/2002 e RDC ANVISA nº 52/2009, quando aplicável à empresa especializada contratada. Demais exigências aplicáveis ao segmento, à fiscalização sanitária local e à segurança no trabalho devem ser observadas pela empresa.